Arquivo do mês: junho 2011

Quem te inspira?

Por Juliana

Confesso que às vezes me sinto escassa de ídolos. A movimentação do cotidiano está tão rasa que admirar alguém parece atitude de extraterrestre.  Já parou pra pensar quantas pessoas te inspiram?

Eu não sabia bem o que fazer quando estivesse cara a cara e a sensação de ansiedade era ótima. Estava com a Mari, companheira de blog e de vida, no lançamento do novo livro da jornalista Eliane Brum. Quando chegou nossa vez, entre uma alegria boba e palavras nervosas, lembro que falei “você é minha inspiração”.

Inspiração é uma das palavras mais bonitas que conheço e, por ser palavra e por ser bonita, dedico à Eliane. Ela apertou em mim o botãozinho da necessidade de novas formas de “ser jornalista”. Ela me ajuda a buscar a o entendimento do que é diferente.  Ela me prende nas palavras como criança que não pisca na vitrine de doces. Faz meus olhos brilharem. Fortalece meus sonhos a cada personagem que me apresenta. Desperta essa busca constante de conhecer o outro. Histórias, pessoas, transformação.

E por que? Porque algumas pessoas nos inspiram assim, de graça.

É simples. Quantos desejos de bom dia te inspiram a respirar fundo? Quantos sorrisos sinceros te fazem rir como criança? E aquela sensação gostosa de que um momento bom está por vir? Quem é aquele amigo que te inspira a encontrar coragem pra sair de uma armadilha que você mesmo criou? Atitudes que te fazem viver o minuto depois já de outra forma? Quem é a mulher que te inspira a acreditar? Aquele homem que vira sua cabeça só de te olhar?

Esses pequenos momentos de felicidade são o tempero da divisão misteriosa de tempo que vivemos entre levantar de manhã e deitar à noite. Sem eles, as experiências ficam sem sal, não tem sabor de vida.

À Eliane, gratidão por temperar minha história de maneira tão sensível, forte e humana.

Para Juliana, meu filho de labirinto. Boa sorte na melhor profissão do mundo! Eliane Brum

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Um texto ruim

Olha, já são mais de 18h. Faça um favor a si mesmo e não leia este texto. Ele está péssimo. Sério, você pode fazer mil coisas mais interessantes, como: Ver o Facebook. Fazer um Twitter. Excluir seu orkut. Procurar o que o/a ex tem feito nos últimos tempos. Estudar inglês. Baixar todas as temporadas de Chaves. Lavar a louça do almoço. Fazer a janta. Ir embora do trabalho. Sério. Ainda dá tempo de não ler….

Ok. se você chegou até aqui, obrigada, você realmente queria ler algo meu de hoje. Afinal, eu sou aquela pessoa que tava com medo semana passada. E hoje, bem hoje… Com certeza vou escrever o pior texto que publicarei neste blog. Eu até tentei que alguém postasse hoje sobre o lançamento da Eliane Brum de ontem.

Aliás, vocês conhecem a Eliane Brum? Jornalista, escritora e documentarista. Tem uma coluna chamada Nossa Sociedade na Epóca Online, sinceramente, você poderia muito bem parar de ler esse texto e ir lá ler os textos da Eliane Brum. Graças aos Céus a Ju e a Mari foram no lançamento do livro dela ontem e vão escrever sobre isso aqui logo, logo.

Na minha profissão (jornalismo) é muito fácil ter ídolos. Por exemplo eu acho as coberturas do Caco Barcellos, as reportagens da Ana Paula Padrão (as antigas), os textos do Gay Talese, a animação do Chico Pinheiro, as ideias do Marcelo Duarte, a flexibilidade da Sonia Racy, o jeito da Mônica Bergamo de explicar, e a sinceridade do Ricardo Boechat simplesmente O MÁXIMO. Fácil fácil eu queria ser um deles.

Mas então….eu conheci os textos da Eliane Brum. Bom, aí eu decidi que em algum dia eu escreveria daquela forma. Algum dia eu seria capaz de traduzir nossa sociedade de forma tão literária dizendo as verdades de forma tão jornalística. E com certeza, irei implorar para que tirem este texto do ar. Até sábado!

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Vai lá viver o “Um Dia”

Por: Marianna Abdo

Eu me apeguei ao livro “Um Dia” (David Nicholls) de tal forma que, durante uns 20 dias, vivemos um conturbado caso de amor. Desses que você dorme de conchinha, desliga o telefone no rosto, liga em seguida e passa umas horas sem querer falar.

Enrolei nas últimas 10 páginas com a esperança de fazer aquele romance durar um pouco mais. Mas não teve jeito, ele chegou ao fim. E é por parecer tanto com um romance que acabou que estou com dificuldade de falar e escrever sobre ele.

Foi um presente desembrulhado, com um cartão que misturou lágrimas e risos e um abraço cheio de desejo de que “as coisas melhorem”, de que eu “mude de problema”.

“Um Dia” é uma história de amor e amizade tão linda, tão intensa, tão sincera e tão realista que só vivendo pra saber os outros “tãos”. E lendo você vive.

“Você é linda, sua velha rabugenta, e se eu pudesse
te dar um presente
para o resto da sua vida seria este.
Confiança.
Seria o presente da Confiança.
Ou isso ou uma vela perfumada”

E, por isso, eu não vou contar mais nada. Ah, e não empresto também.

Se esse post fosse uma carta, terminaria com um PS: Obrigada pelo presente. Está no top five de melhores que já ganhei. Jamais vou esquecer. De nada. E como diria a Emma: “Complicado. Você é um quebra-cabeça de duas peças… de uma cor só”.

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O futuro é a morte

O que dois instrutores de parapente me ensinaram em duas horas

Por Juliana

“Mas quem vai fazer ela desistir disso?”. Não é questão de ser cabeça dura, mas eu quero ir até a última possibilidade. É claro que pode dar errado, deve dar muito mais do que se eu desistisse antes, mas já tentei aprender e por enquanto não dá, eu ainda quero ir até meu limite. Não sei onde ele está exatamente, mero detalhe. A parte do “não sofrer se der errado” é o caos, essa estou na aula um. Ok, talvez na zero.

Vitória, Espírito Santo, feriado. Tinha agendado um salto de parapente. Amanheceu nublado e chovendo, aquele dia “não pule de parapente hoje”. Ignorei. Dança da chuva ao contrário e mental, pois só minha prima apoiava, porque ela saltaria também. O céu completamente indeciso e pelo jeito o instrutor que nos levaria idem, pois o cara sumiu. Mas eu tinha outro contato, liguei e combinamos, eles passariam no hotel em 20 minutos. “O que?”, disse minha prima. E desistiu, porque achou o preço muito baixo.

Convenci ela e o namorado a irem comigo pra assistir. Tínhamos duas horas contadas pra ir e voltar.

Sabe aquelas pessoas que você conhece, mesmo de passagem, e deixam algo de bom? Na aparência, lembravam o gordo e o magro, um baixinho e magricelo e o outro grande e mais cheinho. Os dois certamente com mais de cinquenta. Falavam um carioquês perfeito, eu gosto. Em pouquíssimo tempo parecia que nos conhecíamos há anos. Apesar do céu completamente nublado, com aqueles dois não tem tempo ruim.

Questionados sobre algum acidente que já aconteceu nos saltos: “Pra não te falar que nunca teve, uma vez fiz um pouso forçado e meu acompanhante quebrou o pé. Mas ele não jogava bola, pé pra que né? Pra voar um só dá conta.”

Sempre rindo, fosse deles, da situação, da vida. “A gente leva assim, sabe? A verdade é que cansamos de trabalhar, agora só voamos. Disso não quero me aposentar é nunca. Porque a única certeza mesmo que você tem do futuro é a morte. E, pra morrer, tem que viver. Então pra que se preocupar com os riscos? Tem que pular sempre”.

Eu não saltei no parapente. Não tinha vento suficiente pra fazer um vôo bacana e o que dava, 40 segundos no ar, eu dispensei. Emoção pouca não, né! Porém, ganhei essa conversa cuca fresca com dois bonachões que simplesmente vivem cada segundo.

Às vezes não é nem primeira chance. É segunda, terceira, décima, centésima. E daí? O mundo está cheio delas. Tem que pular sempre.

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New Age

Já que eu passei a tarde ouvindo um dos meus estilos musicais favoritos, um vídeo com uma banda clássica, cantando com um clássico do rock uma música que faz pensar.

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Coisas que esquentam o coração

1. Assistir um filme fofo.
Verdade, faz bem assistir uma comédia romântica de Hollywood ou um filme brazuca que não seja chanchada para crer que a vida é bela.
2. Meditação/ Oração
Coordenar seu pensamento para algo positivo, seja agradecimento ou pedido, faz bem para o coração. Por meio da meditação todo o seu corpo passa a trabalhar por um objetivo. Rezando você coordena o desejo ou agradecimento e o potencializa. Tente, em momentos de extrema alegria, ou extrema depressão.
3. Doar
Sério, doar roupas, alimentos, tempo (trabalho voluntário) faz bem para nossa auto estima, portanto esquenta nosso coração. Objetos velhos carregam energias velhas, negativas; Fora que é pecado ter mil blusas no guarda-roupa e não usar nem metade. Doar um lanche para quem pede na rua, ou mesmo alimentos no “Dia do Quilo” da Igreja que você frequenta transforma você em alguém responsável e consciente.
4. Ensinar
Ensinar, com honestidade, faz muito bem. Todo conhecimento PRECISA ser partilhado, já que APRENDER também aquece o coração. Passar adiante algo que você sabe significa passar um pouco de você adiante também.
5. Acreditar
Um coração quente acredita e confia em outros corações. A Fé move montanhas e é sustentada por sentimentos vivos. Acredite nas pessoas, e acredite em você. O resto é consequência.
Eu gosto de números ímpares. E não gosto nada nada do número seis. Mas poderia colocar aqui como último ítem: AMAR.
Cada um pode criar suas justificativa. E se você conhece outro meio de aquecer o coração, divida com a gente.

 

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O post de hoje

Estou a pouco mais de um mês e meio do meu aniversário de 24 anos e já sei o que quero de presente. Você já deve ter dito ou ouvido alguém dizer que a vida não dá sossego. Vira e mexe ela vem com uma surpresa quase que um tapa de mão pesada nas costas pra te dizer: “Ei, malandro. Não acomoda, não. Estou aqui te olhando e leva essa pra mim”.

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