Vida Fake ou A Redenção

O que não falta nessa blogosfera são textos, manifestos, poemas, depoimentos, denúncias e dor de cotovelo por causa da dupla, tripla, quadrupla personalidade online que algumas pessoas assumem em seus perfis.

Uma vez tive um chefe que dizia que ter um site era o mesmo que colocar o bumbum (não com essas palavras hehe) para fora da janela. Ter um perfil em alguma rede social também. Todo mundo (ou grande parte das pessoas) acha estranho sair conversando com ‘estranhos’ que sentam ao seu lado no ônibus. Mas a maior parte dos internautas não vê problemas em colocar na internet (para amigos, conhecidos, ex colegas da escola que você nunca mais viu e desconhecidos) onde você está, o que irá jantar, qual o programa do final de semana…. Isso quando não soltamos alguma ‘pérola’ que irá nos comprometer.

Na revista INFO de julho a matéria de capa fala exatamente sobre isso: pessoas que se prejudicaram depois de postagens no twitter, perfis no orkut. Por exemplo o DJ que foi deportado da Austrália pois os guardas acharam que ele iria trabalhar ilegalmente após confundir em seu twitter a gíria ‘festa’ (gig) é a mesma para ‘trampo’. Deportado. Ou a ex-mulher que descobriu o perfil falso de seu marido no Orkut, com muitas amigas e vários recados… deixa para lá. Ou o candidato a uma vaga de estágio que chamou o técnico de um time de futebol de corrupto e foi questionado pelo entrevistador: “Você, como jornalista, tem provas disso?”. Não foi contratado, pois tudo que ele dissesse seria relacionado com a emissora em questão.

Eu até suei frio. Mudei as configurações de privacidade no Facebook, e bloqueei meus twitts para só quem eu deixar ler mesmo. Mas tenho um motivo. Esse texto servirá de redenção, espero.

Ano passado assisti uma reportagem em um telejornal. Eu detestei, achei sensaciolanlista mesmo. Fiz um post no blog, coloquei no twiter e quando menos esperei o marido (SIM O MARIDO) da jornalista veio questionar. Dizendo, com muita educação, que aquilo não era verdade, que ela era uma boa pessoa, que graças a ela a personagem da reportagem foi salva. Gelei. Respondi, dizendo que era minha opinião e pedindo desculpas (fui educada). Apaguei o post dia seguinte. Eu podia ter sido processada, acho. Mas o casal foi legal comigo, e eu não a xinguei. Porém, se eu pudesse voltar atrás, não teria escrito isso. Teria dito, sim, que a reportagem foi sensacionalista, mas não teria sido tão agressiva. Em suma, me arrependo.

Tenho perfis em muitas redes sociais, gosto muito da troca de conhecimento entre as pessoas e do reencontro que elas proporcionam. Mas, tudo que é demais é prejudicial. Outra coisa que me influenciou a tomar mais cuidado foi este vídeo que a Dani Arrais publicou no Don’t Touch My Moleskine.

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1 comentário

Arquivado em Izabel

Uma resposta para “Vida Fake ou A Redenção

  1. Tudo em excesso é prejudicial. Sempre que vejo alguém postar algo no Foursquare penso: que puta invenção para assaltantes e adúlteros em potencial! Quanto à densidade das redes, faço do tweet de um amigo o meu RT: quem gosta, gosta. Quem não gosta, curte.

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