Nada é só ruim

Por: Marianna Abdo                

Sexta-feira estava no Congresso da Abraji e por isso não consegui postar. Senti falta e para hoje tinha programado um texto sobre uma das palestras que assisti, sobre um trabalho sensacional que só jornalistas de coragem conseguem finalizar. Mas não consegui fechar o texto. Fico devendo para um próximo post.

Enfim! (adoro a palavra enfim)

Vocês já devem ter lido ou ouvido por aí a frase que dá título ao post de hoje. É uma grande verdade. Nada é só ruim.

Às vezes, precisamos de um certo distanciamento da dor ou da situação para notarmos isso. Alguns, nunca notam.

Essa coisa de dizer que um relacionamento, um período que passou no trabalho, uma amizade que acabou ou qualquer outra coisa foi totalmente ruim é bem coisinha de quem foge. É uma falta de respeito com as outras pessoas, mas acima de tudo, é uma falta de respeito com aquilo que você viveu, acreditou e se deu por algum tempo.

E aquele dia que ele/ela te fez sorrir? E aquele cliente/chefe/colega que te elogiou no trabalho? E aquela sensação gostosa de dever cumprido?

É difícil conviver com o fim e é mais difícil ainda conviver com as lembranças boas de algo que acabou. Se foi bom, não devia ter acabado, então vou pensar que foi ruim para me sentir menos frustrado. Deve funcionar assim.

Por isso que hoje eu levanto um brinde a todas as nossas lembranças boas. Mesmo que tenham durado um dia, um minuto, segundos.

Não se pode esquecer o que viveu. Você pode não gostar mais daquela situação, não querer mais viver aquilo, mas esquecer? Sorry, não vai dar.

É como dever para a vida. Uma hora ela vem cobrar.

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6 Comentários

Arquivado em Marianna

6 Respostas para “Nada é só ruim

  1. Tudo sempre tem os dois lados… só que, às vezes, somos completamente parcias e resolvemos ficar do lado que nos faz melhor. 😉

  2. Juliana

    Vou ser repetitiva porque lembrei da Eliane Brum só pra variar. Uma coluna dela chamada “Nada é só bom”, uma das minhas preferidas.

    “A ideia de felicidade como um fim em si mesmo encobre e desbota tanto a delicadeza quanto a grandeza do que vivemos hoje, faz com que olhemos para nossas pequenas conquistas, nossos amores nem sempre tão grandiloquentes, nosso trabalho às vezes chato, como se fosse pouco. Apenas porque nem a conquista nem o amor nem o trabalho é só bom. E há uma crença coletiva e alimentada pelo mundo do consumo afirmando que tudo deveria ser só bom. E se não é só bom é porque fracassamos.

    Deixamos então de enxergar a beleza de nosso amor imperfeito, de nossa família imperfeita, de nosso trabalho imperfeito, de nosso corpo imperfeito, de nossos dentes imperfeitos e até de nossas taxas de colesterol imperfeitas. De nossos dias imperfeitos. Escolher como olhamos para nossa vida é um ato profundo de liberdade que temos descartado em troca de propaganda enganosa.”

  3. pior que tem horas que SÓ lembramos dos momentos bons, ótimos, divinos e ficamos nos perguntando pq acabou, por que brigamos, por que desistimos! sorte que a vida sempre nos traz coisas melhores….

  4. Prica

    Sempre tentamos encontrar respostas para tudo, inclusive para as coisas ruins que acontecem. Só que , na maioria das vezes, a vida não nos dá essas respostas. E aí é que está a graça de tentar de novo, de viver o inesperado e ser feliz…de um jeito ou de outro.

  5. mas não é bom esquecer, é importante se lembrar do que foi bom e também do que foi ruim! Tudo na vida é um aprendizado 🙂

  6. Fabiana

    Minha linda, adorei o texto. Muito, muito bom mesmo!!!

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