Um dia feliz, as vezes é muito raro…

Um dia feliz até pode ser raro em nossa vida. Por quê? Porque se prestarmos a atenção iremos notar que temos dois, três, sete 365 dias felizes.

Sábado eu acordei com um mal humor que não era meu e fui a última acordar na casa. Outra coisa rara. Deve ser porque na sexta assisti ao show da banda Cascabulho no SESC e na quinta assisti a peça Se uma Janela se Abrisse em outro SESC. A banda veio de Recife e mistura rock com um pouco de música regional com aquele sotaque gostoso. A peça questionava de forma cômica, a informação que os telejornais passam todos os dias para a população. Eu não sei se ria mais das notícias “importantes” reveladas pelos dubladores, ou do sotaque. (dois sotaques em dois dias!)

Bom, acordei. A auto-escola não atendia ao telefone e eu estava sem vontade. Já achava que o dia ia ser um lixo, pois minha mãe achou melhor eu não ir na minha avó e resolveu almoçar na casa de uma tia, supostamente gripada e meu deixou fazendo o almoço. Depois minha irmã insistia para eu lavar a louça, tomar banho e me arrumar muito para a festa de aniversário do amigo do meu namorado.

Ele é super gente fina, mas eu estava morrendo de vergonha por não conhecer ninguém além dele e do meu namorado. Estava de vestido vinho, meia calça daquelas poderosas que seguram tudo (eu chamo de “meias da Beyoncé”) e botas. Muito arrumada para um almoço de aniversário. Maaaaas, quando minha irmã está em casa, ela manda em meu guarda-roupa sem eu nem perceber.

Daí, a festa estava legal, perdi a timidez, dei várias risadas e quando estávamos gargalhando com as histórias das viagens dos casais por alí minha irmã ligou:

– Ei,vocês vem jantar em casa? Vou fazer pizza. Vem logo.

– Ah, ainda não acabou aqui. Jajá eu vou…

Dali dez minutos minha mãe ligou

– Olha, a pizza tá pronta e eu vou comer sem você!

Uma luzinha acendeu em minha mente. Meu aniversário tinha sido na segunda, e não fizemos festa. Aliás, tínhamos combinado de não fazer festa este ano. Juntei dois mais dois e deu cinco, pois eu fui narrando as atitudes da família durante o dia e o ator que é meu namorado me enganou direitinho: concordou comigo.

– É os indícios são fortes….

– É melhor eu não fantasiar muito, pois pode ser tudo da minha cabeça…. – encerrei.

Cheguei na rua de casa ainda descrente. Por causa de um caminhão intrometido tivemos que esperar para fazer a curva e eu consegui ver todos os carros dos meus primos na rua de trás, mas tudo bem, eu não vi as placas.

Entrei em casa e vi:

Bexigas, minha coleção de sapos de pelúcia e….. MEUS AVÓS SENTADOS NO SOFÁ. Ué? Cadê todo mundo? Em dez segundos de semidecepção e imaginando o que todos aqueles carros faziam lá na rua de trás e todos saíram de dentro do meu quarto gritando SURPRESA!

Foi lindo! Eu adorei! Obrigadinha a todas as minhas tias amadas, minhas primas lindas, meus primos que não puderam vir mais tudo bem, meus avôs que não irão ler isso, minhas amigas, minha mãe e meu pai lindos e minha blaster, master, power, plus IRMÃ!

Para completar domingo ainda levei os sobrinhos para passear no SESC….E como não deu tempo de ir ao teatro (de novo) curti um cineminha só com o namô. (Que sabia de tudo desde quarta-feira e me enganou direitinho. Amo você!)

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2 Comentários

Arquivado em Izabel

2 Respostas para “Um dia feliz, as vezes é muito raro…

  1. claudia

    Eu ja sabia antes do dia 18! hahahahha queria muito ter ido!

    Beijão

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