Arquivo do mês: setembro 2011

Dessas coisas que chegam na hora certa…

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Arquivado em Marianna

…In this blue shade…

Meu pai é um homem de poucas palavras, muitas ações, alguns sentimentos, muitas ideias. Como minha mãe, meu pai pensa demais e zela demais e cuida demais. É bom e é ruim. Eis que nos últimos tempos meus pais tem dado mais liberdades, trocado mais ideias e conversado mais sobre decisões comigo e com minha irmã.

Com minha mãe o papo é bem direto. Pergunta-resposta-pergunta-conselho. Com meu pai a coisa é mais subjetiva: correntes de e-mail enviadas especialmente para mim e minha irmã com a mensagem certa, para o dia certo e o problema certo. Já aconteceu mais de uma vez.

Semana passada recebi uma frase conhecida, mas no dia certo. Aquelas citações preferidas que esquecemos que existe, mas sempre que lemos fazem sentido. Sinal que algo não vai bem, pois citações são conselhos, conselhos são caminhos. Se com o passar do tempo os mesmos conselhos ainda se aplicam a você algo não está caminhando em sua vida.

Algo não está caminhando em minha vida. Tomara que nas próximas semanas algo aconteça para que eu possa deixar este conselho para trás para receber outros mais. Este algo não precisa ser nada drástico, nada sofrido, nada terrível. Tem que ser algo denso, algo que parta de mim ou de outro, acho que é mais fácil partir de mim na verdade.

Mudanças são sempre bem-vindas quando sabemos recebê-las e queremos mudar. Não adianta nada ter mil conversas e depois, nada mudar. Eu erro, as pessoas erram, todo mundo erra com isso. Ninguém quer dar o braço a torcer sobre nada. No calor e no desespero de mais uma mudança drástica, prometemos mudar “só aquele defeitinho” para resolver “só aquele probleminha”.

É a mesma coisa quem fazer progressiva em cabelo cacheado. Quando o tempo passa e o cabelo cresce, tudo volta a ser como era antes. A raiz não muda, as coisas não mudam.

“Quem não te procura, não sente sua falta. Quem não sente sua falta, não quer estar com você. O destino determina quem entra na sua vida, mas você decide quem fica nela. A verdade dói só uma vez. A mentira dói cada vez que você lembra. Então, valorize quem valoriza você e não trate como prioridade quem te trata como opção!”

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Essa primavera tem dona

Por: Marianna Abdo 

A saudade está ali todos os dias, mas em algumas datas ela costuma gritar um pouco mais alto. Não adianta pensar que é um dia comum, ela te belisca forte, cutuca seu joelho arranhado e te lembra que falta alguém.

A morte não me obriga a nada. Ela me machuca e me assusta, mas não me obriga a esquecer e nem conjugar verbos no passado. Então, pra mim, hoje é sim seu aniversário. Abri os olhos e lembrei, dividi minha dor com quem entende de dor. E quis te abraçar e ouvir sua risada. 

Hoje é dia de bolo de chocolate, cachorro quente e torta de limão. Tudo que eu luto para que não perca o gosto que você me ensinou que essas coisas têm. 

É, meu amor, hoje é festa aí no céu.

Você sabe que eu não costumo acreditar nessas coisas e que a pouca fé que eu tenho foi você que me ensinou. Mas não poderia ignorar o início da primavera justo hoje. É pra você!

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Férias

Por Juliana

Há tão pouco tempo faltava tanto. A gente contava em dias, eram mais de duzentos. Dias, horas, minutos, ficaram pra trás, unidos a muitos sonhos e traduzidos em passagens, roteiros, dinheiro, contatos, mochilas e que, agora, se resumem a um dia. Toda espera tem seu fim, aqui começa o meu.

Difícil exprimir em palavras, num sentimento ou quem sabe numa música, a descoberta desse momento. Um dia. Mas o danado do Mário Quintana me ajudou quando disse que “só existe no mundo uma grande novidade: viajar”.

Viajar deveria ser classificada como a palavra máxima de todos as línguas e vocabulários. Se os verbos sumirem, que fique este, viajar. Com ele, tantos: criar, experimentar, descobrir, entender, discordar, assimilar, pisar, sentir, sonhar, comer, envolver-se, chorar, cansar, enxergar, sorrir, pensar, amar, viver etc. Dentro de viajar mora o infinito.

Estou em paz e me acompanha um único medo: de que o caderninho de 70 folhas em branco não seja suficiente.

Vou ali me deliciar com todos os verbos possíveis … até a volta!

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O dia do divórcio

Por: Marianna Abdo

E aí bateu aquela vontade de me divorciar de mim mesma. Afinal, são 24 anos! Quem não cansa? Quase bodas de prata e aquelas mesmas manias, aquelas mesmas encanações, aquele monte de jornais espalhados pelo quarto e agora essa mania de seriados (!).

Eu fico com os livros! Com o cachorro também!

E aí a lembrança daquele monte de coisas tão nossas: Quem mais entende seu mau humor em um sábado ensolarado? Quem te acompanha em suas insônias? E os ataques de riso em lugares proibidos?

Não, não dá mais. Não quero olhar pra você no espelho na hora de escovar os dentes, não quero dormir com você. Vai que, justo hoje, seu sono não vem?

Postei no facebook minha vontade. Nada poderia magoá-la mais.

Como qualquer casal nessa situação, adiei a volta pra casa. Optei pela sala do cinema e não pela mesa do bar.

No meio da comédia romântica um sms. Dele.

“Estava aqui pensando… se você pedir divórcio da Marianna, manda ela pra mim, ta?”

E só foi alguém te querer para eu mudar de ideia. Amo você novamente, começa aqui uma lua de mel.  

 

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Sem mandamentos – a música mais feliz já feita

Por que ontem foi uma noite linda. E hoje de manhã estava tocando esta música no rádio. Vida nova agora.

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Ela voltou

Por: Marianna Abdo

Ansiedade, sua danada, fazia tempo que você não ficava aqui. Você que andava sentindo e esperando de menos ou você acha que eu gosto de gente sem graça? Eu acho que você gosta de mim. Gosto porque você sente. Não tem vaga, tchau. Não se nega abrigo para uma companheira de tanto tempo. Lá-lá-lá-lá. Adoro quando já estou na sua voz. Não senti sua falta. Sentiu, você não gosta de vazio. Quando você vai embora? Para de sentir que eu vou. Tchau. Prefere o vazio? Não. Sabia. Tá. Te amo. Eu não. Finge mal. Eu sei.

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